sábado, 13 de fevereiro de 2010

Sessão Youtube

Fala Galera!

Uma das primeiras ideias que eu tive foi a da seção de sexta, que também é uma sessão: a Sessão Youtube. É claro que tanto a ideia quanto o nome vieram dos melhores momentos que passei com meus queridos amigos da UNICAMP, em que passávamos repetindo as frases e bordões utilizadas em vídeos engraçados do Youtube. E são muitos hein. Se for pra fazer uma eleição, eu diria que temos a figuraça do Youtube, a Dona Sônia ("Fala, Sônia!"), a reportagem do Youtube, extremamente profissional e de bom gosto, do SBT, que mostra a dificuldade das profissionais do séquisso, que apenas recebem 5 reais pra fazer caridade ("Velhinho que comeu e não pagou"), e também a canção do Youtube, o hit indiano "Rivaldo, sai desse lago!". Além deles, temos também o momento religioso do Youtube, com a nossa querida "Menina Pastora Louca". Mas, reinando supremo sobre todos eles, está ela... a DIVA do Youtube. A rainha dos bordões... e de muitas outras coisas. Ela que fez nossa alegria por muito tempo, e continuará sempre fazendo... Maria Alice Vergueiro, em...

TAPA NA PANTERA
Porque a Pantera estava quieta, mas veio alguém e PÁ na Pantera!

          Maria Alice Vergueiro é a grande estrela dessa série de vídeos divertidíssimos que foi lançada em 2005 e virou febre na internet. Só os links do primeiro vídeo somam 4,5 milhões de acessos! É mole? Sua repercussão até rendeu a Maria Alice um papel na minissérie "O Sistema" na Globo, em 2007. Aliás, a minissérie era péssima e eu só assisti por causa da própria Maria Alice, que teve ótimos momentos. Em função disso, e como uma homenagem aos meus melhores amigos, que viveram comigo essa fase incrível proporcionada por esses vídeos, decidi retirar os vídeos do baú e publicar aqui no blog, com uma pequena introdução anterior aos vídeos, seguidos de uma lista de frases e bordões memoráveis de Maria Alice, tarefa árdua, pois selecionar as frases mais memoráveis no meio de tanta coisa divertida é bem complicado, mas fiz o melhor que pude (tomando o cuidado de não escrever o vídeo inteiro, que é uma tendência às vezes! hehehe). Espero, sinceramente, que agrade.

          O vídeo original, "Tapa na Pantera", é o real sucesso, e o responsável pela projeção de Maria Alice Vergueiro entre os jovens. Divertidíssimo, mostra Maria Alice explicando seu ponto de vista a respeito do consumo da maconha na terceira idade.


Frases e bordões:

"VOCÊ QUER???"
"Claro, eu fumo no cachimbo. Porque o que faz mal é o papelzinho."
"Tá tudo quieto, assim, a Pantera tá quieta, de repente dá um tapa PÁ na Pantera e a Pantera começa... a perceber coisas... que o chamado mundo real não percebe."
"Você fica... de repente você fica... meio assim... uma coisa tipo... cê vai, entende? Cê... vai? Depois, você se pergunta, a si mesmo... pra onde eu fui????"
"Me chamavam... ahn... 'Helena!' e eu olhava e dizia 'Será que sou eu?'"
"Eu fumo há 30 anos, todos os dias - todos os dias, não pulo nenhum! - e não tô viciada!"
"Esqueci o nome do chá..."
"Fuma aqui e toma um chá, fuma aqui e toma um chá!"
"A risada é, sem dúvida... um grande... radar!"

          O segundo vídeo, intitulado no Youtube como "Entrevista com a Pantera", mas cujo título oficial é "O Sucesso é um barato!", mostra uma pequena entrevista com a Pantera, em que ela revela como está lidando com a fama instantânea, o que fazer para suportar o ônus intrínseco a ela, e até dá conselhos por telefone à amiga, Verônica, que liga no meio da entrevista.



Frases e bordões:

"Alô, alô meninos... tu-tudo bem???"
"Maconheira??? Nããão!!!"
"A musa dos maconheiros... é, também num sei..."
"Não, menino, eu não tenho computador!!!"
"Não me vi!!!"
"Chego até o elevador, volto! Chego até o elevador, volto! Porque eu fico pensando aqui, com os meus botões... E se me agarrarem na rua??? E se me pegarem e me jogarem no chão???"
"Em vez de ser deste lado D... C é D!"
"Nada como você ter alface... e também... uma plantaçãozinha, junto com o galinheiro... essa é a verdadeira reforma agrária, Verônica!"
"O que que é o perfil do orkut?"
"Eu nao vi esses recados ainda, preciso ver!!!"
"Eu quero me comunicar!!!"
"A Pantera Negra... meio saci-pererê... levando um tapa PÁ!!!"
"Vai riiindo..."
"A quem ponto chegaaaaamos!!!"
"E não me procurem! Eu procurarei vocês!"

          O terceiro vídeo é, na verdade, um merchandising, ou seja, uma PROPAGANDA, PUBLICIDADE, de um filme que tá entrando aí é... dois copos de água... e cinco pedras de gelo... não, é... duas pedras de gelo... e cinco litros d'água... bom, não importa, continua bastante engraçado, sem perder a essência dos vídeos normais. Vejam aí! (o filme é "Muito gelo e dois dedos de água")



Frases e bordões:

"Vocês não sabem... o que me aconteceu!"
"Duas pedras de gelo e cinco litros d'água... não, eu acho que cinco litros d'água é muita água! Porque afoga, afoga!"
"Eu fiquei realmente chateada!"
"Rarará!!! Mas nós não somos bobos não, não é verdade, netinhos?"
"Gug... goog... GOOGLE!!!"
"É a Laura Cardoso que faz esse papel!"
"Alô Laura??? OI LAURA!!!!"
"Mas tudo bem! Eu aceitei o dublê!"
"Tô contando pros netinhos!"
"O nome tá legal, você bota num copo de gelo, assim, balança, fica com a sensação de que está tomando um whisky... e se você estiver aberto ao que está acontecendo agora, você fica... bêbado!"
"Eu não sei muito bem, mas eu tô me sentindo muito bem!"
"Então é isso, se não for isso, é quase isso!"

          O quarto e último vídeo, "Tapa na Ioiô", nada mais é que uma publicidade muito escancarada da pequena produtora que lançou a Pantera, a Ioiô filmes. A qualidade caiu bastante, há um certo exagero caricatural na personagem que não existia, ou era bem discreto, anteriormente, além de haver repetição desnecessária de muitos bordões antigos em detrimento de outros novos. Pouca coisa é realmente aproveitável, mas ainda tem sua graça. Confiram:



Frases e bordões:

"Vai ver, vai ver! Vai ver pra crer!"
"É isso que a gente precisa, de pessoas... que acreditem nas idéias!!!"
"A Pantera Negra... voadora aaaaaaaaaaaaaaaaaa!"

          Por fim, deixo-os com o grande clássico do Funk,o Funk do Tapa na Pantera, um dos pioneiros na arte de "funkear" vídeos clássicos do Youtube e, de longe, o melhor Funk já realizado a partir de um vídeo. Espero que tenham gostado, e divirtam-se!!!



Observação: este post é dedicado especialmente a vocês, que passaram boa parte da faculdade repetindo comigo os N bordões da Pantera, e também a vocês que tiveram que aturar isso o tempo todo e até entraram na dança de vez em quando. Não preciso citar nomes, porque vocês sabem exatamente quem são. Obrigado por cada momento, valeu muito e ainda vale!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Especial - Oscar



A seção de quinta, o Filme da Semana, vai ter uma bela folga em função da festa do Oscar, que já já chega aí. Com meu grande interesse por cinema e, conseqüentemente, pelo Oscar, ele não poderia deixar de ser um assunto de destaque no blog. Por isso, começa aqui a odisséia dos indicados ao Oscar, que culminará em 1 semana de análise de todas as categorias, após eu ter visto o máximo de filmes concorrentes que puder. Por ora, comentarei as indicações e minhas opiniões sem ter visto quase nenhum filme, baseando-me apenas no que conheço e no que leio. Deixarei meus comentários em itálico para que seja mais fácil localizá-los. Comecemos:

Melhor Documentário
"Burma VJ", de Anders Østergaard and Lise Lense-Møller
"The Cove"
"Food, Inc.", de Robert Kenner and Elise Pearlstein
"The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers", de Judith Ehrlich and Rick Goldsmith
"Which Way Home", de Rebecca Cammisa

Melhor Documentário de Curta-metragem
"China's Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province", de Jon Alpert e Matthew O'Neill
"The Last Campaign of Governor Booth Gardner", de Daniel Junge e Henry Ansbacher
"The Last Truck: Closing of a GM Plant", de Steven Bognar e Julia Reichert
"Music by Prudence", de Roger Ross Williams e Elinor Burkett
"Rabbit à la Berlin", de Bartek Konopka e Anna Wydr

Melhor curta de animação
"French Roast", de Fabrice O. Joubert
"Granny O'Grimm's Sleeping Beauty", de Nicky Phelan e Darragh O'Connell
"The Lady and the Reaper (La Dama y la Muerte)", de Javier Recio Gracia
"Logorama", de Nicolas Schmerkin
"A Matter of Loaf and Death", de Nick Park

Melhor Curta-metragem de Ficção
"The Door", de Juanita Wilson e James Flynn
"Instead of Abracadabra", de Patrik Eklund e Mathias Fjellström
"Kavi", de Gregg Helvey
"Miracle Fish", de Luke Doolan e Drew Bailey
"The New Tenants", de Joachim Back e Tivi Magnusson

Curta, curta de animação, documentário e documentário curta. Essas são aquelas categorias x, que ninguém sabe, ninguém viu. Com raríssimas exceções como o excelente clássico "A Marcha dos Pinguins" (La Marche de l'Empereur, França, 2005), só quem realmente trabalha com cinema assiste aos candidatos dessas categorias. Por isso, não tenho a menor idéia do que palpitar. Pesquisarei bastante e postarei aqui o que acredito no momento oportuno. Partamos para o bloco "som":

Melhor Edição de Som
Christopher Boyes e Gwendolyn Yates Whittle ("Avatar")
Paul N.J. Ottosson ("Guerra ao Terror")
Wylie Stateman ("Bastardos Inglórios")
Mark Stoeckinger e Alan Rankin ("Star Trek")
Michael Silvers and Tom Myers ("Up - Altas Aventuras")

Melhor Mixagem de Som
Christopher Boyes, Gary Summers, Andy Nelson e Tony Johnson ("Avatar")
Paul N.J. Ottosson e Ray Beckett ("Guerra ao Terror")
Michael Minkler, Tony Lamberti e Mark Ulano ("Bastardos Inglórios")
Anna Behlmer, Andy Nelson e Peter J. Devlin ("Star Trek")
Greg P. Russell, Gary Summers e Geoffrey Patterson ("Transformers: A Vingança dos Derrotados")

Melhor Trilha Sonora Original
James Horner ("Avatar")
Alexandre Desplat ("O Fantástico Sr. Raposo")
Marco Beltrami e Buck Sanders ("Guerra ao Terror")
Hans Zimmer ("Sherlock Holmes")
Michael Giacchino ("Up - Altas Aventuras")

Melhor Canção Original
"Almost There", de "A Princesa e o Sapo" (Música e Letra de Randy Newman)
"Down in New Orleans", de "A Princesa e o Sapo" (Música e Letra de Randy Newman)
"Loin de Paname", de "Paris 36" (Música de Reinhardt Wagner; Letra de Frank Thomas)
"Take It All", de "Nine" (Música e Letra de Maury Yeston)
"The Weary Kind (Theme from Crazy Heart)", de "Coração Louco" (Música e Letra de Ryan Bingham e T-Bone Burnett)

O bloco "som" é bastante interessante este ano. Talvez um dos melhores. Confesso que acho MUITO difícil que Avatar perca em Edição e Mixagem, já que o filme é tecnicamente impecável, mas Guerra ao Terror corre por fora. Tenho minhas dúvidas quanto à Trilha Sonora, porque não achei nada de tão interessante na de Avatar, e acredito (ou ao menos espero) que Sherlock Holmes e Up! podem surpreender nessa categoria. Canção Original é sempre um show à parte. Não consigo achar justo um filme com 2 ou 3 canções indicadas perder na categoria pra um com apenas uma, já que, sendo indicado mais de uma vez, o filme é claramente superior no quesito canção. Mas, no mundo real da votação da academia, ser indicado mais de uma vez na mesma categoria geralmente significa dividir votos, o que dá uma certa desvantagem às duas canções de A Princesa e o Sapo. Mesmo com a vitória de Coração Louco no Globo de Ouro, duvido que Nine perca essa. Agora, ao bloco "visual":
 
Melhores Efeitos Visuais
Joe Letteri, Stephen Rosenbaum, Richard Baneham e Andrew R. Jones ("Avatar")
Dan Kaufman, Peter Muyzers, Robert Habros e Matt Aitken ("Distrito 9")
Roger Guyett, Russell Earl, Paul Kavanagh e Burt Dalton ("Star Trek")

Melhor Maquiagem
Aldo Signoretti e Vittorio Sodano ("Il Divo")
Barney Burman, Mindy Hall e Joel Harlow ("Star Trek")
Jon Henry Gordon e Jenny Shircore ("The Young Victoria")

Melhor Direção de Arte
Rick Carter, Robert Stromberg, Kim Sinclair ("Avatar")
Dave Warren, Anastasia Masaro, Caroline Smith ("O Mundo Imáginário do Dr. Parnassus")
John Myhre, Gordon Sim ("Nine")
Sarah Greenwood, Katie Spencer ("Sherlock Holmes")
Patrice Vermette, Maggie Gray ("The Young Victoria")

Melhor Fotografia
Mauro Fiore ("Avatar")
Bruno Delbonnel ("Harry Potter e o Enigma do Príncipe")
Barry Ackroyd ("Guerra ao Terror")
Robert Richardson ("Bastardos inglórios")
Christian berger ("A Fita Branca")

Melhor Figurino
Janet Patterson ("Bright Star")
Catherine Leterrier ("Coco Antes de Chanel")
Monique Prudhomme ("O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus")
Colleen Atwood ("Nine")
Sandy Powell ("The Young Victoria")

Efeitos visuais é covardia né? Vai dar Avatar com 99,99% dos votos. Não vi nenhuma das 3 maquiagens concorrentes, mas enxergo Il Divo como um forte concorrente, já que esse filme andou causando em diversos festivais e é uma forma de agraciá-lo. Direção de Arte é mais uma categoria técnica que Avatar deve levar, mas Nine pode ser uma ameaça. Ainda não vi a fotografia de Guerra ao Terror, mas acredito ser a única com alguma chance de tirar de Avatar, favorito também nessa categoria. Quanto ao figurino, a academia adora figurinos de época, e "The Young Victoria" sai na frente nesse caso, mas Nine é um nome possível e Coco Antes de Chanel um forte candidato. O próximo bloco é o que eu chamo de bloco dos "importantes", prêmios também supremos, porém restritos para determinada categoria.

Melhor Filme Estrangeiro
"Ajami" (Israel)
"El Secreto de Sus Ojos" (Argentina)
"A Teta Assustada" (Peru)
"O Profeta" (France)
"A Fita Branca" (Alemanha)

Melhor Animação
"Coraline e o Mundo Secreto"
"O Fantástico Sr. Raposo"
"A Princesa e o Sapo"
"The Secret of Kells"
"Up - Altas Aventuras"

Analisando o que está escrito aí em cima, Israel é sempre um bom prêmio político para esta categoria, mas o alemão A Fita Branca parece ser o grande favorito. O que me espantaria seria a vitória de um filme chamado "A Teta Assustada"... huahuahuahuahua. Não desmerecendo o filme, mas com esse nome e sem saber do que se trata, é difícil levar a sério né? Entre as animações, Up! reina supremo e, se alguém tirar esse prêmio dele, vai ser uma baita injustiça. Levando em conta que a animação está com 5 indicações, entre elas Melhor Filme, acredito que a academia está em sintonia com o que eu penso. Em seguida, o bloco "cerebral", que, como ficou claro, premia os cérebros por trás do que assistimos.

Melhor edição
Stephen Rivkin, John Refoua e James Cameron ("Avatar")
Julian Clarke ("Distrito 9")
Bob Murawski e Chris Innis ("Guerra ao Terror")
Sally Menke ("Bastardos Inglórios")
Joe Klotz ("Preciosa")

Melhor Roteiro Original
Quentin Tarantino ("Bastardos Inglórios")
Mark Boal ("Guerra ao Terror")
Joel e Ethan Coen ("Um Homem Sério")
Alessandro Camon e Oren Moveman (''O Mensageiro")
Bob Peterson e Pete Docter ("Up - Altas Aventuras")

Melhor Roteiro Adaptado
Jason Reitman e Sheldon Turner ("Amor Sem Escalas")
Neill Blomkamp ("Distrito 9")
Nick Hornby ("Educação")
Geoffrey Fletcher ("Preciosa")
Jesse Armstrong, Samon Blackwell, Armando Iannucci e Tony Roche ("In the Loop")

Melhor Diretor
Kathryn Bigelow ("Guerra ao Terror")
James Cameron ("Avatar")
Jason Reitman ("Amor Sem Escalas")
Quentin Tarantino ("Bastardos Inglórios")
Lee Daniels ("Preciosa")

Não tenho um palpite em relaçao à edição, apenas sei que torcerei contra Avatar, por achar que o filme poderia, sim, ter sido mais condensado. Sua primeira metade é bastante cansativa. Roteiro Original, pra mim, só não é mais importante que Melhor Filme, e este ano acredito que seja do Bastardos Inglórios, que, nesta categoria, reina supremo. Mesmo que não reinasse, com 8 indicações, Tarantino não vai sair de mãos abanando, e a categoria de diretor já está merecidamente reservada para o James Cameron (correndo o risco de dar zebra e Cameron perder para a ex-mulher, Kathryn Bigelow, mas duvido muito que isso aconteça). Por fim, o Roteiro Adaptado deve ficar com Preciosa, mas isso é um palpite meu apenas. Amor sem Escalas pode levar o prêmio para não sair de mãos abanando. Segue o bloco mais divertido e interessante, o dos atores, o coração de qualquer filme:

Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz ("Bastardos Inglórios")
Woody Harrelson ("O Mensageiro")
Matt Damon ("Invictus")
Stanley Tucci ("Um Olhar do Paraíso")
Christopher Plummer ("The Last Station")

Melhor Atriz Coadjuvante
Mo’Nique ("Preciosa")
Anna Kendrick ("Amor Sem Escalas")
Vera Farmiga ("Amor Sem Escalas")
Maggie Gyllenhaal ("Coração Louco")
Penelope Cruz ("Nine")

Melhor Ator
Jeff Bridges ("Coração Louco")
Morgan Freeman ("Invictus")
Jeremy Renner ("Guerra ao Terror")
George Clooney ("Amor Sem Escalas")
Colin Firth ("O Direito de Amar")

Melhor Atriz
Sandra Bullock ("Um Sonho Possível")
Meryl Streep ("Julie & Julia")
Carey Mulligan ("Educação")
Helen Mirren ("The Last Station")
Gaboury Sidibe ("Preciosa")

Rumores dizem que os prêmios para coadjuvantes já têm dono: Christopher Plummer ("The Last Station") e Mo'Nique (Preciosa). Em relação a Plummer, só declaro que o outro Christoph, o Waltz, levou o Globo de Ouro por Bastardos Inglórios e não tem por que não levar de novo aqui. Quanto à Mo'Nique, eu até concordo, mas vale ressaltar que ela foi bastante ajudada pela dupla indicação de Amor Sem Escalas, com Anna Kendrick e a excelente Vera Farmiga. Ainda não digeri a última vitória da Penelope Cruz, em Vicky Cristina Barcelona, de 2008, sobre a infinitamente superior performance da Amy Adams em Dúvida ("Doubt", 2009) então prefiro não falar nada a respeito da indicação dela em Nine. Maggie Gylenhaal pode ficar feliz com a indicação.
Já nos principais, Jeff Bridges e seu Coração Louco é o favorito ao prêmio. Mas fiquemos de olho em Colin Firth, que, apesar do trabalho extremamente elogiado, pode ser desfavorecido pela indicação única de seu filme, O Direito de Amar. No mesmo caso está Meryl Streep com sua mais que perfeita interpretação de Julia Child. Única representante de Julie & Julia em qualquer categoria, deve amargar mais uma derrota pra "não mais que correta" Sandra Bullock, estreando no Oscar este ano. É uma pena, depois de Dúvida e O Diabo Veste Prada ("The Devil Wears Prada", 2006) já enjoei de ver Streep perder com performances impecáveis, e realmente gostaria que este ano fosse diferente. Morgan Freeman e Jeremy Renner, ao que me consta, são indicações merecidas. Não se pode dizer o mesmo do fraco, mas, incrivelmente, já premiado, George Clooney. Carey Mulligan e Gaboury Sidibe devem se dar as mãos e comemorar, com certeza terão suas carreiras alçadas pelas indicações. Já Hellen Mirren, queridíssima pela academia, é um nome possível, porém improvável, ao prêmio este ano.
Vamos, enfim, ao Melhor Filme de 2009:

Melhor Filme
''Avatar''
"Um Sonho Possível'
"Distrito 9"
"Educação"
"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"Preciosa"
"Um Homem Sério"
"Amor sem Escalas"
"Up - Altas Aventuras''

Preciso ressaltar que detestei a indicação de 10 filmes na categoria. Parece até que os 5 a mais entraram por sistema de cotas! Enfim, a indicação pra diretor é o que realmente vai legitimar os concorrentes importantes nesta categoria, ou seja: Amor sem Escalas, Avatar, Bastardos Inglórios, Guerra ao Terror e Preciosa. Minha opinião sincera: Avatar definitivamente não merece esse prêmio. Não que não seja um ótimo filme, mas em muitos momentos é praticamente uma animação! É necessário mais profundidade e bem mais atuação para merecer o prêmio de Melhor Filme. Nesse ponto, Guerra ao Terror e Bastardos Inglórios deixam bem menos a desejar. Um Sonho Possível teve uma repercussão tão grande nos EUA que acaba correndo por fora nessa categoria, e não será uma surpresa tão grande se levar. Infelizmente, apesar de tudo isso, ainda aposto em Avatar como o grande vencedor dessa premiação.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Game da semana (2) - Phoenix Wright: Ace Attorney

Phoenix Wright: Ace Attorney
Realizando nosso sonho de fazer justiça com os próprios Wiimotes

          Advogados sempre são motivo de desdém e piadas por serem vistos sempre como seres humanos corruptíveis, que, por dinheiro, são capazes de inocentar até o mais sangrento serial killer. O game em questão até mantém o estereótipo, de alguma forma, mas nos leva a um outro lado muito interessante da moeda: quais são os reais motivos para um jovem escolher a carreira de advogado? Não cabe a mim responder a essa pergunta. Nosso herói Phoenix Wright, porém, o faz com maestria, ao contar sua história pessoal para explicitar o motivo de seu desejo de sempre defender os oprimidos e injustiçados de levarem a culpa pelo que não fizeram. E é com essa premissa, de assumir o papel de um herói que sempre defende os injustiçados, que deve ser jogado Phoenix Wright: Ace Attorney (vulgo Phoenix Wright: o advogado fodão =D).

          Lançado ainda em 2005 para o recém-criado Nintendo DS, Phoenix Wright agora resolveu dar as caras no Wii, através do serviço de download do Wiiware (o canal de compras de jogos inéditos pela internet do console), por módicos 1000 Wiipoints (U$10,00), e, sem dúvidas, foi uma gigantesca aquisição para o rol de games presentes no canal. Embora seja exatamente o mesmo game lançado para GBA no Japão e para DS nos EUA, a CAPCOM perdeu um tempinho adaptando-o para os sistemas caseiros e para os sensores de movimentos. Não fosse pelo estilo gráfico e sonoro simples, não se notaria que o game não foi planejado para Wii. Simplicidade que, diga-se de passagem, deve-se ao fato de o game ter sido programado originalmente para Game Boy Advance, o antecessor do DS, o que, na realidade, impressiona, pois, apesar de obsoleta para a nova geração de games, é um game de qualidade imensa em se tratando de GBA.

          A lógica do game é simples: você é um advogado de defesa e, para tanto, deve partir sempre da premissa de que seu cliente é inocente (mesmo que não acredite nisso). Para complicar sua situação, todos os casos têm uma ou mais testemunhas que afirmam ter “visto tudo” e culpam o réu em questão. Seu objetivo é, então, analisar cada depoimento (ato chamado pelo game de “Cross-examination”), encontrar “furos” nos testemunhos dessas pessoas e apresentar, no momento correto, provas que desmintam suas alegações. Parece complicado, mas não é. Nos tribunais, o game é sempre um embate entre Phoenix e a testemunha, até que a testemunha seja desmascarada ou Phoenix perca o caso. Simples assim.


          A mecânica do jogo é extremamente simples: aperte A para passar os diálogos (que são MUITOS, mas o charme do jogo são as informações que o levam a compreender cada caso) e selecionar respostas e B para retornar. Nos tribunais, chacoalhar o Wiimote faz com que Phoenix faça mais perguntas para pressionar a testemunha, e esticar o braço com firmeza, como se estivesse mostrando uma prova para o juiz, leva Phoenix a fazer exatamente isso. Os botões + e – servem para acessar os arquivos do caso (“Court Record”), que contêm as provas adquiridas e os perfis de cada personagem envolvido.


          O grande motivo para se jogar este game é realmente o enredo riquíssimo (às vezes, você se sente no meio de um livro da Agatha Christie, mas interagindo com a história), cheio de detalhes, reviravoltas e personagens pra lá de carismáticos. A começar pelo próprio Phoenix, advogado que, ao início do game, tem que defender seu primeiro cliente na vida, Larry Butz, seu melhor amigo, cuja namorada foi assassinada no próprio apartamento. Para isso, ele recebe a assistência de Mia Fey, tutora e inspiração de Phoenix.


          Acompanhando a jornada de Phoenix, acabamos conhecendo melhor seu universo, e nos apaixonando por cada personagem. Logo no segundo caso em que pega, Phoenix se depara com o implacável promotor Miles Edgeworth, que é conhecido por nunca ter perdido um caso e utilizar de todos os meios – lícitos ou não – para conseguir o veredicto de culpado em seus embates jurídicos.


          Mas nem só de tribunal vive o advogado, já dizia sua querida Vovó Balbina. E ela estava certa! Do segundo caso em diante, Phoenix não defende mais amigos de longa data, e portanto não tem noção do que aconteceu realmente. Assim, é importante que você visite o local do crime e descubra tudo o que puder – até surrupiar provas no local do crime é permitido, já que o policial encarregado freqüentemente é uma besta quadrada que permite que advogados de defesa circulem livremente pelo local do crime. Antes disso, é fundamental que você converse com seu cliente, para ouvir sua versão dos fatos e estar a par de toda a situação antes de começar a se aventurar por aí.



          Uma vez coletadas todas as informações e evidências, o jogo o leva ao tribunal. E, sem dúvidas, esse é o momento mais esperado por qualquer um que esteja jogando, em que a adrenalina corre solta e você tem que ser mais esperto que as testemunhas de acusação. Para ter êxito em sua tarefa, é realmente importante que o caso esteja claro e bem montado em sua mente. É interessante até que o jogador monte sua própria versão do crime à medida que vai descobrindo os fatos, o que, de certa forma, é incentivado pelo game. Feliz ou infelizmente, o domínio do inglês é essencial para a apreciação do game – mas se você não souber inglês e tiver um parente muito legal que possa ir traduzindo tudo e te ajudando a compreender o enredo, a diversão é garantida (já concluí que jogar sozinho jamais é mais divertido que jogar em grupo; mesmo que o game aparentemente o obrigue à solidão, há sempre um modo de se jogar coletivamente: basta ser criativo). Caso contrário, muito da história se perde, e você – e Phoenix por tabela – vira uma barata tonta no tribunal. Lembre-se: desminta a testemunha equivocadamente em 5 ocasiões no julgamento, e o juiz se cansa e declara seu cliente culpado. Por isso, é necessário pensar bem antes de fazer qualquer afirmação ali dentro, e usar o máximo das informações obtidas pelas perguntas prontas que Phoenix faz às testemunhas quando você opta por pressioná-las durante o depoimento.


          Phoenix Wright: Ace Attorney é, em princípio, um jogo bastante restritivo: não permite multiplay, requer domínio do inglês e exige bastante raciocínio lógico. E é exatamente por isso que ele surpreende. Dentro de tantos pré-requisitos se esconde um game extremamente inteligente, e que garante grande envolvimento e entretenimento por muitas horas! Dos 5 casos existentes na versão de DS, 4 foram para o Wii, e o último estará disponível separadamente para download em maio, pelo preço simbólico de U$1,00 (eita povo caça-níquel!!!). Cada caso faz Phoenix e seus amigos mergulharem em um universo completamente diferente, e o jogador mergulha junto, tentando, ao mesmo tempo, compreender o que houve e acreditar no fraco e oprimido da vez que Phoenix defende. É um game cabeça, totalmente viciante e com temática e estilo 100% originais. Prato cheio para cérebros que gostam de trabalhar, o game apresenta um enredo muito bem bolado e interessante. Em um mercado cada vez mais infestado por games clichê dos tipos casual, de tiro e de corrida, Phoenix Wright: Ace Attorney é um oásis que surge em meio à tempestade de areia.




ENREDO – 10
O ponto alto do game, sem dúvida! Cada caso é bem escrito e tem a dose de mistério, intriga, ação e reviravoltas que o enriquecem completamente. Personagens – dos principais aos coadjuvantes – extremamente interessantes e carismáticos se combinam a enredos incríveis para garantir a imersão total do jogador no ambiente.

GRÁFICOS – 8
Pra quem adquire o jogo pensando ser um game para Wii, a frustração provavelmente é grande. Porém, para um game originalmente lançado para o GBA, é bastante agradável. Apesar da simplicidade, cenários e personagens apresentam características muito bem marcadas e desenhadas.

SOM – 7
Esse poderia ser melhor. As músicas são legais, mas se repetem constantemente, e as únicas vozes ouvidas são “Objection!”, “Hold it!” e “Take that!”, proferidas pelo próprio Phoenix ou seus rivais. O fato de as falas de Phoenix saírem pelo auto-falante do Wiimote é um diferencial muito legal para quem joga no console de mesa, ajuda a entrar no clima e diverte bastante.

JOGABILIDADE – 9
Não tem segredo, é apertar botões. As adaptações para Wiimote são bem legais, principalmente a sacada de apresentar provas esticando o braço como faz Phoenix. Dá vontade de gritar “Objection!!!” (ok, menos... =D). Mas ficar chacoalhando o controle toda vez que você quiser perguntar algo à testemunha é bastante irritante. Sorte que guardaram alguns botões para substituir as funções do sensor de movimentos, para quem não quiser usá-lo.

DESAFIO – 9
O jogo é bastante desafiante, exige muito raciocínio e cuidado para que não haja erros. É uma pena que nem todos os erros sejam penalizados. O game poderia ser um pouco mais severo nesse aspecto, mas é uma questão que está longe de estragar o desafio.

DIVERSÃO
- SINGLE PLAYER – 10
- MULTIPLAYER – 5
- REPLAY – 0
O game é planejado para ser jogado por uma pessoa só, e é assim que se tira o máximo proveito dele. Mas, embora alguns possam não gostar, não é difícil estar com 1 ou 2 amigos (que também tenham afinidade com o estilo, que fique claro!) para quebrarem a cabeça e solucionarem os casos. Afinal, 2 cabeças pensam melhor que uma, e o nível de habilidade necessário para jogar é praticamente abaixo de zero, sendo o controle uma mera ferramenta para ligar a mente do jogador ao jogo, nada mais. O fator replay, infelizmente, cai no zero absoluto. Uma vez desvendado o caso, ele perde completamente a graça. Quando o juiz condena seu cliente, o jogador é obrigado a recomeçar o julgamento do início, e não há nada mais frustrante que passar por tudo o que você já sabe novamente, realmente dá angústia! Ah, e nunca, JAMAIS, junte a galera pra jogar esse jogo. É tédio certo!

NOTA FINAL – 76
Phoenix Wright é um game que perde por exigir certos pré-requisitos dos jogadores e pela ausência total de fator replay. Apesar disso, é um jogo totalmente inovador, que foge de todo e qualquer clichê existente no mundo dos games até o dia de seu lançamento. Claramente, houve grande preocupação com roteiro e personagens, que foram planejados com excelência. São eles que fazem com que o jogador se sinta parte integrante daquela história, e, à medida que o tempo passa, mergulhe cada vez mais no universo dos tribunais e investigações. Depois do pioneirismo ao criar o gênero luta com Street Fighter e o survival horror com Resident Evil, a CAPCOM marca mais um ponto e apresenta algo completamente diferente de tudo o que já se viu, lançando mais uma franquia de sucesso no mundo dos games.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Filme da Semana

Bom, galera, quinta-feira é dia do Filme da Semana. "Mas e terça e quarta?" Bom, esses dias também terão seções, mas, como deu pra notar, o blog não será atualizado todos os dias, por isso nem todas as seções serão semanais. Tentarei manter as de segunda e sexta sempre, e as demais ao máximo que puder.

E, em homenagem a uma atriz vitoriosa no Globo de Ouro, que aconteceu no domingo, e também à ainda subestimada arte de blogar, inauguremos a sessão Filme da Semana com...


Julie & Julia
Como levar um Globo de Ouro de forma leve e sem pretensões


365 dias, 524 receitas. É esse o desafio a que se propõe Julie Powell (a espetacular Amy Adams), uma típica norte-americana de classe média aos 30, quando inicia seu blog. É claro que, nos primeiros dias, ninguém dá atenção ao seu blog. Mas, à medida que Julie vai contando suas histórias, nós, assim como seus leitores, começamos a perceber o quanto uma proposta aparentemente tão simples pode mudar a vida de qualquer pessoa comum.

Descobrimos que Julie é influenciada por Julia Child (Meryl Streep, recentemente premiada com o Globo de Ouro de melhor atriz por esse filme), uma chef que revolucionou a culinária norte-americana ao lançar “Mastering the Art of French Cooking” (Dominando a Arte da Culinária Francesa), e passamos a acompanhar também a história de vida de Julia.

Julie Powell era uma atendente de um call-center que não se sentia muito realizada com seu trabalho. Um belo dia, vai a um almoço comum com suas amigas do tempo do colégio, quando, em um momento epifânico, percebe que todas encontraram o caminho para o sucesso, com exceção dela própria. Decide, então, que sua vida necessita de um objetivo. Assim, ela decide criar um blog para relatar sobre o status de seu projeto de vida. Mas o problema é: que projeto será esse? Até que ela se depara com o livro de receitas de Julia Child, que atravessou gerações em sua família, e tem uma ideia: cozinhar, em um ano, todas as receitas do livro. É o início do “Julie/Julia Project”. Julie rala pra conseguir fazer as receitas, acaba, sem perceber, pondo em risco toda a sua vida pessoal – em especial sua relação com o marido – em nome do desafio, e custa a ter o primeiro comentário em seu blog... mal sabia ela o enorme sucesso que ele seria futuramente.

Paralelamente, Julia Child é uma senhora comum na primeira metade do século XX, cujo marido trabalha para o serviço secreto americano, e tem que se mudar para a França. Acompanhando o marido meio a contragosto, ela decide que precisa de um objetivo em sua vida em Paris, e passa a ter aulas de culinária, descobrindo, assim, a paixão pela cozinha francesa. Enfrenta diversos obstáculos para se tornar uma chef, e, depois disso, mais tantos para conseguir publicar seu livro.



A dupla Amy Adams e Meryl Streep retorna, após o sucesso de “Dúvida”, apenas para confirmar o quanto vale a pena uni-las em um mesmo filme. Adams, injustiçada ao não levar o Oscar do ano passado, provavelmente passará despercebida até mesmo na indicação este ano, em função do papel simples que lhe foi dado, o que de forma alguma significa que não tenha sido executado com maestria. A veia cômica da atriz começa, levemente, a dar as caras, e é muito bem-vinda! Mas quem acaba roubando a cena é, pra variar, Meryl Streep, que dá uma interpretação inacreditável a uma Julia Child que consegue ser bastante característica e marcante e ao mesmo tempo passar longe de cair no caricato. Após a vitória do Globo de Ouro, Meryl Streep passa a ser um nome de peso para o Oscar 2010, sendo ameaçada apenas por Sandra Bullock, a aparente favorita deste ano (aliás, na semana anterior ao Oscar, aguardem um especial sobre ele aqui no blog! =D).

Julie & Julia é um filme leve e sem pretensões, que nos leva ao universo culinário com total êxito, sem riscos de tornar-se entediante ou específico para quem gosta de cozinha (eu detesto cozinhar e recomendo totalmente o filme!). É impossível não se cativar pela história de duas mulheres que buscaram fazer a diferença em suas vidas, passando por todas as adversidades e fracassos inerentes a seu objetivo, mas sempre erguendo a cabeça e seguindo adiante. É obrigatório para qualquer apreciador da sétima arte, sem restrições de idade, sexo ou de qualquer outro tipo. Inspirador, divertido e, sem dúvidas, bastante suculento! Bon appétit!



segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Game da Semana

Inaugurando as seções fixas deste blog, segunda-feira é dia do Game da Semana. E eu não poderia iniciar a seção com outro game além de New Super Mario Bros Wii. Espero que gostem!


NEW SUPER MARIO BROS WII



Porque o retrô voltou à moda!




Alguém se lembra de Super Mario Bros? E Super Mario Bros 3? E Super Mario World? Bom, se você nunca ouviu falar de nenhum dos três nomes específicos, acho que não vai querer ler este post. Mas, se ouviu, não só ele, como também o game em questão, é obrigatório pra você!

Pra variar um pouco, a princesa Peach está com problemas: ela foi seqüestrada (oooooohhh!!!) pelo rei Koopa, o terrível Bowser. Aí todos nós pensamos: “Só o Mario pode salvá-la mais uma vez das mãos desse vilão!”, certo?

Errado!!! Mario vem acompanhado do seu irmão caçula, Luigi! “Ah, eu quero é novidade!”. Então ta! Além deles, desta vez dois Toads, o Toad Azul e o Toad Amarelo, também resolveram bancar os heróis! “Ah tá! Mais alguma coisa?” Sim!!! Todos estarão lá ao mesmo tempo! Pulando sobre plataformas, pegando moedas, destruindo Goombas e Koopas, e também pulando uns na cabeça dos outros, estarão quatro personagens, ou seja, quatro jogadores, que não mais agem em turnos como nos demais jogos do Mario, mas sim simultaneamente! “Nossa, que confusão!!!” É, é bem isso!

New Super Mario Bros Wii está longe de ser mais um Mario. É o primeiro Mario multiplayer da história dos games! E só isso já é suficiente pra chamar a atenção de todos, gamers ou não. A graça deste game está realmente no modo multiplayer, que fará com que 4 amigos se sentem na sala pensando “Vamos salvar a princesa, unidos!” e terminará com eles pensando “Seu filho da )#@*%)#@*, me jogou no buraco!!!”. É, talvez você queira analisar a solidez de suas amizades antes de convidar alguém a jogar este game =D.




O fato é que todos vão curtir muito: seu amigo nerd, sua irmã patricinha, seu cunhado distante, a namorada do primo do seu vizinho, todos que estejam no ambiente acabam contagiados pela magia de Mario e sua turma. E é aí que mora a graça, e o perigo. Afinal, no início são todos amiguinhos, passando pelas fáceis primeiras fases. Mas logo percebe-se que 4 personagens tentando escapar de inimigos, buracos, Bullet Bills e bolas de fogo em um espaço limitado como em qualquer outro Mario não é lá tão fácil. Na hora de saltar sobre um abismo, por exemplo, sempre acaba sobrando pra um dos 4 levar uma pisada na cabeça e cair direto para a morte. Por isso, seja esperto, jogue aquele pentelho do seu sobrinho na lava antes que ele jogue você primeiro, e assista à guerra que está prestes a iniciar quando isso acontecer. Quase dá pra escutar Shigeru Miyamoto (o criador do bigodudo) sugerindo: “Salvar a Peach? Bobagem! O melhor é transformar as fases de Mario em arenas de Super Smash Bros!” Pois é isso que elas vão parecer após o primeiro movimento em falso de um dos 4 jogadores. Mas, se, milagrosamente, a paz reinar durante todo o jogo, ainda há os modos extras de competição, por pontos ou por moedas, para garantir que o circo vai pegar fogo!



O single-player, além de mais desafiador (pegar os itens localizados em regiões altas sem ninguém para saltar sobre sua cabeça é bem mais difícil!), ganhou um bônus: às vezes, quando você se deparar com um bloco de interrogação e ficar todo feliz com o Power-Up que está vindo, se surpreenderá com um tradicional Toad que sairá dele (axôôôôô!!!). O folgado ainda precisa que você o carregue até o final da fase, o que trás um desafio extra muito interessante e bem-vindo para o single-player. Mas tudo isso não chega nem perto de suprir a falta dos seus amiguinhos jogando com você!



Em um momento mais pessoal da análise, destaco os vários tipos de jogadores com os quais me aventurei nesse jogo: tem aquele que tenta organizar o grupo com comandos de voz e fazer com que o impossível aconteça (claro que ele nunca acontece!) e todos cheguem intactos ao final (esse seria o Will), ou aquela que se revolta geral e ameaça desistir de jogar cada vez que alguém a joga no buraco ou pega todos os Power-Ups e não deixa nada pra ela, né Re? =D. Tem umas que entram em pânico, principalmente quando vêem que vão cair num buraco e soltam seus mega-power-agudos ensurdecedores (essa não vou falar quem é porque é fácil deduzir =D). Tem os mais humildes, que pedem mil desculpas quando morrem ou fazem qualquer coisa errada, os Stans da vida =D. E, claro, tem os seus afilhados pirralhos que, como são muito pequenos pra jogar bem o jogo, percebem que é muito mais divertido pegar os companheiros e arremessar na lava (e é claro que você entra no jogo deles e se diverte pra caramba! Hehehe). E eu? Bem, eu sou aquele que, quando percebe que vai morrer, taca a culpa no besta que estiver mais próximo! Huahuahuauhahauhaa.

New Super Mario Bros Wii é, sem dúvidas, o game de 2009, e por isso mereceu inaugurar este espaço. É um jogo que cativa a todas as idades, nacionalidades, etnias e credos. Ok, nem tanto, mas convença seus amigos a pegar o controle, e eles não soltam jamais!

Abaixo, um vídeo demonstrando o poder dos Yoshis neste game. Muito legal!






ENREDO – 10
A inútil da princesa é seqüestrada pelos Koopalings (filhos do Bowser - inovador né? Seria, se eles não existissem desde Mario 3 =D) e Mario, Luigi e os Toads (olha que inovação! =D) precisam resgatá-la. Quer saber? Não precisamos de outro enredo pra Mario! Nunca vamos precisar!

GRÁFICOS – 10
É emocionante para qualquer fã do Super Mario Bros do Nintendinho ver a transformação pela qual passou Mario. Mas isso não é o bastante. Os cenários estão muito bonitos, os inimigos muito bem desenhados. Enfim, perfeito!

SOM – 10
Todas as músicas que já conhecemos somadas a algumas mais (que nem marcam como as antigas). As vozes e grunhidos estão muito bem feitos e bem encaixados no game. Os efeitos são ótimos!

JOGABILIDADE – 10
Não poderia ser melhor. É o básico de sempre, com algumas incrementações do sensor de movimentos do Wii. Todas as respostas são rápidas e o game flui muito bem. Os comandos que exigem que se balance o controle vieram a calhar e permitiram novidades muito bem-vindas à jogabilidade.

DESAFIO – 10
O jogo não é difícil suficiente pra desestimular os iniciantes, mas está longe de ser fácil suficiente pra ser desprezado pelos veteranos. Equilibrado, atendendo tanto aos fãs antigos quanto à proposta da Nintendo de agregar novos gamers a seu console.

DIVERSÃO
- SINGLE PLAYER – 8
- MULTIPLAYER – 10
- REPLAY – 10
É o bom e velho Mario. O desafio de carregar os Toads é um bom acréscimo para a ausência de amigos jogando juntos. O problema é que, depois que você reúne os amigos pra jogar... dificilmente vai querer ir sozinho de novo. É onde mora a diversão. O jogo foi feito pensando nisso, e sem dúvidas o fizeram com muito sucesso! Junte amigos e jogue alguns mundos. Apareceram outros amigos? Jogue de novo com eles! É outra diversão, outros estilos de jogo, outro comportamento. Não tem mais amigos? Chame a sua Vóvo Balbina, ela vai querer jogar com você também, e você vai se divertir! É fato: você nunca mais vai querer jogar sozinho de novo!

NOTA FINAL – 98
New Super Mario Bros Wii é um game que empolga, envolve e junta a galera (só pra causar muitas desavenças depois). Além de ser obrigatório pra jogadores ativos, é um ótimo jogo pra chamar aqueles que não curtem muito jogar. E, sem dúvidas, irresistível para aqueles que jogaram nas gerações anteriores, mas pararam nelas. Se New Super Mario Bros Wii não os fizer quererem voltar a jogar, nenhum game os fará.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

1001 discos para ouvir antes de morrer - Back to Basics

Bom, acho que é de conhecimento geral minha admiração pela música pop, e principalmente pela cantora Christina Aguilera. Pois bem, hoje eu estava na FNAC e encontrei o livro "1001 discos para ouvir antes de morrer". Como eu imaginava o disco Back to Basics está na lista, e é o único dela. Achei o texto sobre o CD extremamente interessante e gostaria de compartilhar com vocês!



"Divertido" e "funkeado" são termos pouco usados quando artistas redescobrem suas raízes ou reconhecem suas influências. Com um desdém pelas convenções que façam com que pareça uma herdeira de Madonna, Christina gravou um álbum ambicioso que é ambas as coisas ao mesmo tempo.

Stripped, de 2002, juntava sexualidade afiada com lamentos emotivos. Back to Basics, de 2006, remete aos dois extremos de seu predecessor: em "Still Dirrty", declara: "continuo indecente por dentro", enquanto a impressionante "Hurt" é uma sucessora natural da belíssima "Beautiful". Entretanto, enquanto Stripped dinamitava as barreiras do pop descartável, este disco está cheio de prazeres ainda menos previsíveis.

A primeira metade é dominada pelo DJ Premier, do Gang Starr. As batidas hip-hop se misturam às melodias jazzísticas, tornando agradável até mesmo "Thank You", uma mixagem de mensagens de vozes de fãs para seu ídolo. O disco conta com uma participação de Steve Winwood em "Makes Me Wanna Pray" e a voz notável de Christina paira sobre a música. Continuando a trajetória de sua espetacular versão de "Car Wash", Christina está em grande forma, sobretudo na irresistível "Ain't No Other Man". Em um plano superior em relação às suas colegas, as letras de Christina falam sobre redenção ("Hurt"), pecado ("Mercy On Me") e traição ("F.U.S.S."). A segunda metade do álbum, primorosamente eclética, faz uso das vozes que Christina gostava de imitar quando criança - de Billie Holliday a Ella Fitzgerald.

Com uma arte que é ao mesmo tempo clássica e explícita, Back to Basics é uma experiência a ser saboreada. É fácil entender por que Christina lamentou o fato de que o download de músicas esteja rapidamente tornando obras assim obsoletas. Se existe alguém capaz de evitar que isso aconteça, é ela.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Mudança!

O processo de mudança de SP está acontecendo. E nele, me vi obrigado a olhar tudo o que tenho em casa, pra ver o que será levado no carro e o que será, com muita dor no coração, jogado fora.

Deparei-me com diversas coisas incríveis, foi uma verdadeira jornada através do tempo. O triste foi ter que jogar muita coisa fora. A quem esteve comigo durante esses anos de FEQ, digo que ler isto será realmente uma viagem no tempo.
Reli meu primeiro pré-relatório de Química Geral, em que descrevi em umas 15 linhas o funcionamento de uma bureta.; contemplei meu cartaz do Congresso Interno de Iniciação Científica da UNICAMP; joguei fora diversos módulos do prof. Nunhez, já que eu não encontrei todo o conteúdo dado; me desfiz do roteiro sobre pontes de Wheatstone de Lab 3 de física, sem falar no relatório sobre o processo Solvay, de Química Inorgânica, além dos experimentos de Reologia (sim, eu ainda lembro que Reynolds são as forças inerciais sobre as forças viscosas, Meuris!) e Camada-limite (que pra mim ainda é uma coisa que não existe!). Aliás, os relatórios são uma atração à parte: encontrei anotações do William, meu primeiro parceiro de laboratório, em Química Geral; várias xerox de relatórios (originalmente coloridíssimos, por sinal! =D) feitos pela Lilian, em Química Inorgânica (inclusive o do processo Solvay!), e outras feitas por mim, nessa segunda parceria; reli anotações de Química Analítica sorrindo, lembrando-me de como eu, Guaçu e Bárbara calibrávamos as pipetes, assistidos pela Anne Heléne Fostier, antes da titulaçon, e ainda encontrei, estupefato, alguns relatórios do único lab que nos permitiu utilizar o computador para escrever, o de Química Orgânica, em que eu e a Sil quase sempre destruíamos alguma coisa =D. Encontrei os convites da final estadual do Desafio SEBRAE, em que a equipe 5 de Paus (eu, Guaçu, Rodrigo, Fernando e Cadu) detonou e ficou em 7º lugar em SP. Largados no meio de várias caixas estavam os nomes das duplas inscritas pro segundo (ou terceiro, nem sei) TRUCAFEQ, e entre elas a dupla Luís e Luiz, sucesso total, já que os adversários não conseguiam saber quem era o Luís e quem era o Luiz – aliás, e o sucesso das finalistas Bárbara e Camila no TRUCAFEQ 2 hein? Acho que fui juiz de todos os jogos delas! Pelo menos tentei ser... Achei (e não tive coragem de jogar fora!) o caderno Lab de Física I da nossa querida Izabela Pablos, e lembrei-me que ela já tinha ido embora de férias e pediu pra eu pegar pra ela, mas nunca mais nos lembramos dele depois. Também ri ao folhear o meu e lembrar-me da cara da Lucy quando eu simplesmente tracei retas aleatoriamente em qualquer lugar imediatamente antes da entrega ao professor, porque não tínhamos conseguido fazer o gráfico log-log, e tiramos 8 no relatório! E o legal foi ter achado um monte de folhas avulsas de exercícios de várias matérias, com meu nome e o da Soares, minha irmãzinha do coração, sem jamais ter conseguido lembrar de quando eu fiz dupla com ela.

Entrando nessa questão, houve algumas coisas de que jamais teria coragem de me desfazer, a começar pelo meu catálogo da UNICAMP, que no primeiro ano eu consultava sempre pra olhar (e me assustar com) as futuras matérias e pré-requisitos. Uma coisa que quase me matou de nostalgia foi rever os exemplares que sobraram das 2 primeiras edições do CAFEQ NO BULE, que eu mesmo fiz juntamente com a Jake e todos nós distribuímos nos corredores da FEQ, e falavam sobre a nova chapa, as conturbadas eleições, as primeiras atitudes quando entramos em ação (para o pessoal de hoje deve ser inconcebível ler coisas como “Finalmente conseguimos um ventilador!” ou “A grade está pronta e a televisão será colocada, e assinaremos a Sky o mais rapidamente possível, já que a copa do mundo vem aí! E ninguém quer reflexos na TV, por isso estamos cuidando de providenciar persianas!”), além de uma explicação sobre a Assembléia de Avaliação de Curso. Não tenho como jogar isso no lixo!!! Nem isso e nem o meu TCC, que no final ficou parecendo um filho! Coitada da Ângela, essa sofreu pra me orientar! =D E ainda estão com as correções do Boq... digo, Everson, e da Libél... digo, Sônia, ambos professores com os quais eu simpatizava bastante (aliás o Depto de Biocoisas da FEQ pra mim realmente é mto legal!). E imaginem a graça de me deparar com o caderno de meio-ambiente do Engenheiro Bufo! “Vocês já ouviram falar no... México???” “Vocês conhecem... chaminé???” são algumas das muitas pérolas que vieram à minha mente. E, se tem algo que eu não posso jogar fora, são as tabelas de conversão de unidades do Zé Vicente. Eram tão usadas na faculdade que tenho medo de jogar fora e me arrepender! Hehehehe.

Ixe teve tanta coisa! O crachá do congresso de Curitiba (Guaçu, Sil, Jake, Will, Re, Ale, Jão, Chicória, e Maryellen, digo Lari =D, é nóis, em nossas altas idas ao shopping =D =D =D!!! E o busão é uma droga.......), uma reportagem q imprimi sobre a vitória da equipe Consciência (?) na gincana do PJS na FEQ (obrigado por esses momentos, Pri e Bia!!!), os frasquinhos do vinho do Porto que ganhei pouco tempo depois de não poder mais beber (e estou guardando pro dia q acabar o remédio, viu Rose? =D)... sem falar nos inúmeros cartõezinhos de aniversário, fim de ano, amigo secreto (abri uma caixa e tinha uma pulga pulando!!!)...

...enfim, acabou! Acabou, mas tudo isso ficou!!! E só pq muitas dessas coisas
estão sendo jogadas fora, não é motivo pra alardear, porque o que ficou não ficou apenas em todas essas lembranças físicas, mas no meu coração e minha mente, no que elas representam pra mim!

Obrigado a todos vocês, q fizeram parte de tudo isso q eu descrevi! E, se por algum acaso alguém estiver triste por não ter seu nome neste texto, não se preocupe: só porque não encontrei nenhum objeto físico q arremete a você, de forma alguma deixamos de estar conectados durante toda a faculdade, e eternamente, fora dela. E acredito que você saiba disso!

Eu sei! ;-D